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domingo, 29 de agosto de 2010

O significado da Reprovação




“Cada criança tem seu tempo, desenvolve a sua aprendizagem no seu ritmo. Daí, é necessário que se entenda que se deve avaliar não comparando um aluno com outro, mas a criança consigo mesma.”

O que significa reprovar? Não está apto para! Mas, se tomarmos como pressuposto o processo ensino e aprendizagem o que se compreende não está apto para? Neste sentido, quando a escola tem no seu projeto pedagógico uma definição metodológica, entendendo a aprendizagem a partir de uma dimensão científica articulada ao conteúdo, a avaliação é possível justificar que o educando naquele momento não se encontra preparado, de acordo com os critérios definidos para a etapa ou série/ano determinado. Ou seja, se o aluno não consegue dominar e manipular os conhecimentos previstos para que operando com eficiência e atingindo com eficácia os resultados estabelecidos previamente pelos professores, será considerado ainda não apto para o ano seguinte.

Assim, a aprovação ou reprovação deve considerar a aprendizagem, mas relacionando com o desenvolvimento e o amadurecimento cognitivo, emocional, biológico e até físico. É comum entre as classes elitizadas a exigência dos pais para que a “boa escola” lecione conteúdos para além daquele ano, ou melhor, os pais são levados por uma falácia, como se o avanço do ensino dos conteúdos do ano seguinte na série anterior fosse sinônimo de ter filhos inteligentes. Com a contribuição das teses construtivistas é fundamental o respeito à criança e ao seu tempo. Respeitá-la implica investir na autoestima da criança e acompanhar integralmente o seu crescimento, percebendo as nuanças da sua evolução. Cada criança é um ser com suas definições e peculiaridades que vão se fazendo, modificando e acomodando tendo em vista as suas relações com o meio, as suas conquistas como pessoa e ao seu crescimento de vida como ser humano.

Na educação escolar, professor, pais, responsáveis e educadores devem estar atentos para o aparecimento das fragilidades ou a imaturidade do ponto de vista da aprendizagem. Algumas crianças, precocemente, desenvolvem-se com uma certa facilidade, enquanto outras são mais lentas na sua prontidão para aprender determinados conteúdos. Isso nos leva a constatar a complexidade dos seres humanos. Cada criança tem seu tempo, desenvolve a sua aprendizagem no seu ritmo. Daí, é necessário que se entenda que se deve avaliar não comparando um aluno com outro, mas a criança com si mesma.

Portanto, a avaliação deve ser consistente e servir como um diagnóstico que oriente ao professor à escola, os pais ou responsáveis na escolha das opções para que a criança, da melhor forma, possa reunir as condições para superar as dificuldades, sejam de ordem cognitiva, afetiva ou outras – e que permita, se for o caso, até a repetição do ano letivo na mesma escola. Eventualmente os pais, com receio, retiram a criança da escola, matriculando-a no ano seguinte em outra instituição. Mas, há que se considerar que se a criança está bem adaptada àquela escola, o afastamento dela para outra instituição pode provocar outras reações, inclusive negativa em relação ao seu comportamento. É claro que quando ocorre a reprovação, no ano seguinte, durante as primeiras semanas a criança expressará um sentimento de perda e poderá até esboçar situação de lamento, insegurança e tristeza, angustiada por não está com o “seu” grupo do ano anterior. Mas, o próprio tempo e o cuidado da professora levará a criança a se destacar dentre os demais novos colegas, isso resultará na afirmação da sua autoestima.
Às vezes não se tem como evitar a reprovação. O tempo da criança deve ser respeitado. O que vai exigir a paciência dos pais. Se se tem atenção com a caminhada do filho ou não, o olhar de zelo deve ser redobrado. Daí, é preciso que não somente a escola faça a sua parte, mas os pais é muito importante observar cuidadosamente o desempenho da criança, está presente e fortalecer por meio de gestos, ações e conselhos que reforcem sua autoestima. Elogiar cada passo pelo apreço da conquista, enfatizando os acertos. Cada acerto, mesmo que pequeno, deve ser altamente valorizado. Não se pode esquecer que para se ter gestos concretos é necessária a presença dos pais ou responsáveis na vivência diária da criança. Esta atitude de presença se revelará em um ato de amor, que transformará o carinho em confiança: o amor faz os relacionamentos ganharem consistência. Passado esse momento de sofrimento, esse tormento, a criança conquista o seu espaço no grupo, amplia as suas amizades e paulatinamente vai se afirmando como pesssoa junto ao grupo. A criança percebe que é capaz e se afirma como sujeito e a cada momento de afirmação do seu sucesso, ocorre a consolidação das suas conquistas, tornando cada passo de sucesso na aprendizagem. A vitória na sua caminhada de recuperação da sua autoimagem positiva que vai contribuindo para a elevação da sua autoestima. Para que isso efetivamente ocorra é prudente uma análise criteriosa dos problemas que a criança apontou nas suas insuficiências.
Portanto, diante do significado da aprendizagem, como foco estratégico para sucesso escolar, é imprescindível que os professores tomem consciência da sua função de educadores, que os gestores permitam ousar com a mudança na escola, rebelando-se frente aos modelos tradicionalmente praticados de ensino, aprendizagem e avaliação. É mais importante uma criança feliz confiante em si mesmo, sentindo-se capaz de superar desafios que possam surgir na sua vida, tanto escolar quanto existencial, do que no futuro um adulto frustrado, incapaz e limitado que não se reconhece como sujeito. A reprovação também pode impregnar no indivíduo a hipocrisia de uma escola que não respeita a dignidade da pessoa e nega o sentido ético da vida humana.

Créditos: Casemiro Campos (Revista Aprendizagem, 3ª edição.)

terça-feira, 13 de julho de 2010

EDUCAÇÃO E PÓS MODERNIDADE

FAMÍLIA, ESCOLA E PÓS-MODERNIDADE

Jaqueline Oliveira.
Supervisora/Orientadora Educacional.

Uma questão bastante presente e preocupante na escola da atualidade é o grande número de crianças agressivas, estressadas e ansiosas, em sua maioria com situações de dificuldades na aprendizagem. Estas demandas estão intimamente relacionadas com a estrutura familiar e com estrutura social da pós-modernidade. Segundo Bauman, sociólogo Polonês, nossa sociedade sofre um momento de liberdade, mas ao mesmo tempo de insegurança. Este processo acelerado de individualização e desapego ele denomina de “Modernidade Líquida‟ (2001). Assim como a maioria das pessoas, os pais estão preocupados com inúmeras atividades assumidas e conseqüentemente sem tempo, sendo que poucos são aqueles que têm disponibilidade para atender seus filhos. Para Bauman, a manipulação das relações sociais encontra-se cada vez mais gerada pelo consumo. Mesmo as mais intensas relações afetivas – amizades, namoros, casamentos – são comprometidas pelo consumo como ideal do agir social moderno-líquido. O outro passa a ser benéfico enquanto oferece satisfação, e desnecessário ao fim da utilidade, sendo visto como objeto de consumo. As relações humanas acabam sendo construídas pelo consumo e, como eles próprios, se tornam imagem do consumo, terminando por originar uma fluidez, uma efemeridade cada vez mais exacerbada nos relacionamentos humanos. (BAUMAN, 2004; 2006). Toda esta insegurança e superficialidade nas relações enfrentadas pelas famílias frente às intensas modificações sociais acabam por enfraquecer os laços entre seus membros, gerando crianças/adolescentes mais inseguros, insatisfeitos, inconstantes e influenciando diretamente nas relações destes com seus pares. A falta de tempo dos pais na família moderna diminui a interação entre seus membros empurrando os pais para um sistema de auto-cobrança e, ao mesmo tempo, de cobrança excessiva dos filhos, impelindo os pais a compensarem o tempo gasto fora de casa de diferentes maneiras, principalmente através do consumo. A criança, exposta cada vez mais cedo a estas demandas, acaba interagindo de maneira mais precoce frente às situações e sujeitos, desenvolvendo habilidades diferenciadas e nem sempre positivas. Esta precocidade pode provocar stress, pois o organismo reage diante de situações muito difíceis ou muito excitantes. E o stress é causador de muitas dificuldades na vida diária, incluindo na aprendizagem. Perspectivas muito elevadas exprimem grandes desapontamentos, que acabam por danificar a auto-estima. Elas findam com o vigor e a criança começa a ter empenho e curiosidade aquém, ocasionando desgaste e desinteresse. Tanto por fontes internas quanto externas o stress pode provocar: brigas ou separação dos pais, responsabilidades em demasia, disciplina confusa por parte dos pais, confusões na escola, entre outras. A depressão, a ansiedade, o medo entre outros são situações internas causadoras do stress.A escola e a família necessitam organizar-se e compartilhar responsabilidades no intuito de amenizar estas demandas diárias e promover aprendizagens mais efetivas. Ajuizar sobre os valores e afetos que fazem a diferença humana nas relações escolares no dia-a-dia é refletir sobre a edificação de uma escola mais eqüitativa e solidária e de uma família mais unida e comprometida. Vale citar Menezes (2000, p.13) e suas perspectivas sobre a educação, “A boa educação é aquela que promove gostosamente a diferença humana, preparando para a vida”. Ao trabalharem unidas, família e escola estarão colaborando para que o educando desenvolva todas as suas capacidades e possibilidades, de forma que se sinta livre para aprender e criar, trazendo experiências mais significativas e prazerosas para sua vida.

REFERÊNCIAS:

BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998. ______. Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. ______. Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. ______. Zygmunt. Vida líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006. BIDDULPH, Steve. Quem vai educar seus filhos? Traduzido por Vera Whately. São Paulo: Fundamento, 2003.DELVAL, Juan. Aprender na vida e aprender na escola. Porto Alegre: Artmed, 2001.FILHO, Bendito José de Carvalho. Marcas de família: travessias do tempo. São Paulo: Annablume, 2000.MENEZES, Luís Carlos. Os Novos Rumos da Educação. Revista Impressão Pedagógica. Campinas. São Paulo: Gráfica Expoente. v. 9, n. 21, mar.-abr. 2000.

FONTE: http://jakcanoas.blogspot.com

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SALSA, REMÉDIO PARA OS RINS


REMÉDIO BARATO E EFICIENTE

Os anos passam e nossos rins vão filtrando nosso sangue para remover o sal e outros intoxicantes que entram no organismo.
Com o tempo, o sal se acumula e precisamos de uma limpeza. Como fazer isso?
De um modo simples e barato: Pegue um maço de salsas e lave bem. Corte bem picadinho e ponha em uma vasilha com água limpa. Ferva por 10 minutos e deixe esfriar. Coe, ponha em uma jarra com tampa e guarde na geladeira.
Beba um copo todos os dias, e você vai perceber que o sal e outros venenos acumulados nos rins saem na urina.
Você vai notar a diferença! Há muitos anos a salsa é reconhecida como o melhor tratamento de limpeza dos rins. E é um remédio natural!

Sobre a Salsa
A salsa é uma das ervas com propriedades terapêuticas menos reconhecidas. Ela contém mais vitamina C do que qualquer outro vegetal da nossa culinária (166mg por 100g).
Isso é três vezes mais que a laranja.
A salsa contém também ferro (5.5mg /100g), magnésio (2.7mg / 100g), cálcio (245mg / 100g) e potássio (1mg / 100g) .
De acordo com o Padre Kniepp, essa planta é um poderoso diurético, curando a retenção de água no organismo,
sendo recomendada para pedra nos rins, reumatismo e cólica menstrual.
Sua alta concentração de vitamina C ajuda na absorção de ferro.
O suco de salsa, sendo uma bebida natural, pode ser tomado misturado com outros sucos, 3 vezes ao dia.
As folhas podem ser mantidas no congelador, e seu uso é recomendo na culinária diária, pois além de saudáveis, dão ótimo sabor a qualquer receita.

domingo, 4 de julho de 2010

DICAS PARA TER SUCESSO NA ESCOLA


DICAS TILIBRA

Como Escrever Melhor
1. Tenha sempre em mente que o tempo do leitor é limitado. O que você escrever deve ser entendido na primeira leitura. Se você quer que seu trabalho seja lido e analisado por seus superiores, seja breve. Quanto menor o texto, maior a chance de ser lido por eles. Durante a 2ª Guerra Mundial, nenhum documento com mais de uma página chegava à mesa de Churchill.
2. Saiba onde você quer chegar.
Antes de redigir, faça um esboço, listando e organizando suas ideias e argumentos. Ele lhe ajudará a não se desviar da questão central. Comece parágrafos importantes com sentenças-chave, que indiquem o que virá em seguida. Conclua com parágrafo resumido.
3. Torne a leitura fácil e agradável.
Os parágrafos e sentenças curtos são mais fáceis de ler do que os longos. Mande telegramas, não romances. Para enfatizar, sublinhe sentenças e enumere os pontos principais (como fizemos com essas "dicas").
4. Seja direto.
Sempre que possível, use a voz ativa.
Voz Passiva - "Estamos preocupados com que nosso projeto não seja aprovado, o que poderia afetar negativamente nossa fatia de mercado".
Voz Ativa - "Acreditamos que esse projeto é necessário para manter nossa fatia de mercado".
5. Evite "clichês".
Use suas próprias palavras.
Clichê - O último, mas não menos importante...
Direto - Por último...
6. Evite o uso de advérbios vagos.
E não esclarecedores, como "muito", "pouco", "razoavelmente".
Vago - O projeto está um pouco atrasado.
Direto - O projeto está uma semana atrasado.
7. Use uma linguagem simples e direta.
Evite o jargão técnico e prefira as palavras conhecidas. Não esnobe o seu português.
Jargão - Input, Output.
Português comum - Fatos/informações, resultados.
8. Ache a palavra certa.
Use palavras de que você conheça exatamente o significado. Aprenda a consultar o dicionário para evitar confusões.
Palavras mal-empregadas são detectadas por um bom leitor e depõem contra você.
9. Não cometa erros de ortografia.
Em caso de dúvida, consulte o dicionário ou peça a alguém para revisar seu trabalho. Uma redação incorreta pode indicar negligência de sua parte e impressionar mal o leitor.
10. Não exagere na elaboração da mensagem.
Escreva somente o necessário, procurando condensar a informação. Seja breve sem excluir nenhum ponto-chave.
11. Ataque o problema.
Diga o que você pensa sem rodeios. Escreva com simplicidade, naturalidade e confiança.
12. Evite palavras desnecessárias.
Escreva o essencial. Revise e simplifique.
Não Escreva Escreva
Plano de Ação Plano
Fazer um debate Debater
Estudar em profundidade Estudar
No evento de Se
Com o propósito de Para
A nível de Diretoria Pela Diretoria
13. Evite abreviações, siglas e símbolos.
O leitor pode não conhecê-los.
14. Não se contente com o primeiro rascunho.
Reescreva. Revise. Acima de tudo, corte. Quando se tratar de um trabalho importante, faça uma pausa, entre o primeiro e o segundo rascunho, de pelo menos uma noite.
Volte a ele com um olhar crítico e imparcial.
15. Peça a um colega para revisar seus trabalhos mais importantes.
E dê total liberdade para comentários e sugestões.

Como fazer uma redação
Comunicar, eis a principal finalidade de uma redação. Ou seja: dizer algo, por escrito, a alguém. Mas o quê? A primeira operação para redigir um tema é compreender corretamente o enunciado contido no título. Um exame cuidadoso do título proposto dá ao estudante a exata delimitação do assunto, permite-lhe perceber imediatamente como desenvolver o pensamento para não fugir do tema. E conduz ao segundo passo: fazer um esboço do que vai ser dito.
Há quem prefira esboçar o tema mentalmente. Nunca é demais, porém, tenha o cuidado de anotar o plano, de modo que seja fácil segui-lo depois. Fazer um esboço depende, é claro, do conhecimento do aluno. E até mesmo do assunto. Mas um macete infalível é o da divisão em três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão. Começa-se por chamar a atenção do leitor para o assunto, digamos, "A descoberta do Brasil", falando sobre a situação de Portugal no século XV, o florescimento cultural, a Escola de Sagres e as técnicas de navegação ali aperfeiçoadas. É a introdução, que conduzirá ao desenvolvimento: a frota de Cabral, seus objetivos, a viagem e seus problemas, a chegada a Porto Seguro, a comunicação da descoberta. Conclui-se de modo a evidenciar a importância que foi atribuída ao fato, na época, podendo-se adiantar algo sobre o significado histórico que teria depois.
Na exposição de assunto científico ou de caráter interpretativo, é bom lembrar que o sistema é: antecipar o que se vai provar, provar o que se havia proposto e enunciar o que já se provou. Nunca deixar, também, de enumerar em estrita ordem alfabética, todas as fontes e toda a bibliografia utilizada para compor o trabalho. Depois de tudo escrito, a tarefa ainda não terminou. A redação feita em casa ou em classe deve ser revista. É preciso ver se foram utilizadas as palavras mais expressivas, se não há erros de grafia, se a pontuação foi bem feita. Não se exige de ninguém um texto literariamente perfeito, mas escrever corretamente é obrigação.

Como ler bem
"Ler um livro é estabelecer um diálogo animado pelo desejo de compreender. Nossa leitura deve ser governada por um princípio fundamental de respeito à voz que nos fala no livro. Não temos o direito de desprezar um livro só porque contradiz nossas convicções, como também não devemos elogiá-lo incondicionalmente se estiver de acordo com elas". (Prof. Armando Zubizarreta).
Qualquer leitor, portanto, tem como primeiro desafio o de estar pronto para ler: disposto a aprender e aproveitar a leitura. Mesmo em caso de tratar-se, à primeira vista, de mera tarefa e não de algo que possa lhe dar prazer. Essa preparação exige dois pré-requisitos: prestar atenção e evitar a avidez. Devorar centenas de páginas não leva a nada.
Você vai ler? Saiba então que a compreensão de um texto exige mais do que o simples correr dos olhos sobre as letras. Comece por escolher um local tranquilo, confortável, bem iluminado. E não se apavore em caso de não conseguir entender tudo de imediato. A compreensão depende do nível cultural do leitor, que vai se ampliando a cada nova leitura ou releitura.
Recomenda-se, em geral, que não se passe ao parágrafo seguinte sem ter entendido bem o anterior. Isso você pode conseguir, voltando e relendo o trecho quantas vezes forem necessárias e, se preciso, recorrendo a dicionários e enciclopédias. No entanto, não se deve interromper demais a leitura. Por isso, conforme-se em aprender o significado geral, sabendo que, com o hábito de ler, essa tarefa vai ficar cada vez mais fácil.
Lembre-se sempre que um mínimo de disciplina é indispensável ao leitor que quer ou precisa aprender. A leitura, para ser mais produtiva, pode ser dividida em fases:
Faça um reconhecimento do texto para saber de que assunto trata. Mesmo no caso de romance é bom ter uma ideia do tema central.
Procure isolar as informações principais. Para isso, é bom sublinhar ou assinalar passagens.
Ao encontrar expressões especializadas, (de medicina, direito, etc.) procure conhecer e anotar seus significados. Assim, além de aumentar seu vocabulário, você conseguirá uma correta interpretação de sua leitura.
Procure separar os fatos, das interpretações que deles faz o autor. Retome as informações essenciais que foram isoladas anteriormente, para saber que relações existem entre elas.
Assim, você estará pronto para estabelecer suas próprias ideias sobre o texto. Mas lembre-se: o trabalho intelectual exige rigor. Por isso nunca é demais voltar ao texto, reler e aperfeiçoar a leitura.

Como tomar notas
A escrita é um poderoso instrumento para preservar o conhecimento. Tomar notas é a melhor técnica para guardar as informações obtidas em aula, em livros, em pesquisas de campo. Manter os apontamentos é fundamental. Logo, nada de rabiscar em folhas soltas. Mas também não se deve ir escrevendo no caderno tudo que se ouve, lê ou vê. Tomar notas supõe rapidez e economia. Por isso, as anotações têm de ser:
a. suficientemente claras e detalhadas, para que sejam compreendidas mesmo depois de algum tempo;
b. suficientemente sintéticas, para não ser preciso recorrer ao registro completo, ou quase, de uma lição.
Anotar é uma técnica pessoal do estudante. Pode comportar letras, sinais que só ele entenda. Mas há pontos gerais a observar. Quando se tratar de leitura, não basta sublinhar no livro. Deve-se passar as notas para o caderno de estudos. O aluno tem de se acostumar à síntese: aprender a apagar mentalmente palavras e trechos menos importantes para anotar somente palavras e conceitos fundamentais. Outros recursos: jamais anotar dados conhecidos a ponto de serem óbvios; eliminar artigos, conjunções, preposições e usar abreviaturas.
É preciso compreender que anotações não são resumos, mas registros de dados essenciais.

Como educar a memória
Aprender é uma operação que não se resume a adquirir noções, mas consiste em reter o que foi lido, reproduzir e reconhecer uma série de experiências e pensamentos. Portanto, é imprescindível educar a memória. Logo após o estudo de algum ponto ou matéria, nota-se que o esquecimento também trabalha: a mente elimina noções dispensáveis. Sem disciplina, entretanto, nunca haverá um jogo útil entre memória e esquecimento, entre horas de estudo e horas de descanso.
Para facilitar o aprendizado e fixar na memória os conteúdos aprendidos, basta proceder a uma série de operações sucessivas e gradativas no tempo. Repetir é importante, mas não só: saber de cor nem sempre vai além de um papaguear mecânico. As técnicas psicológicas de memorização são complexas, mas podem ser utilizadas simplificadamente pelo estudante. Algumas indicações:
a. ler mentalmente e compreender o assunto;
b. reler em voz alta;
c. concentrar a atenção em aspectos específicos: nomes, datas, ambientes, etc.;
d. notar semelhanças, diferenças, relações;
e. repetir várias vezes em voz alta ou escrever os conhecimentos adquiridos (os pontos principais);
f. fazer fichas com esquemas que incluam, de um lado, a sequência das noções principais e, do outro, detalhes referentes a cada uma delas;
g. nunca esquecer de repousar, pois uma mente cansada aprende pouco e retém com dificuldade.
Como estudar em grupo
Estudar em conjunto é um modo produtivo de fazer render ao máximo o esforço do aprendizado. E há muitas maneiras de os estudantes se ajudarem, mesmo que não se organizem em um grupo. Entre as mais importantes: a comparação dos apontamentos das aulas e das horas de estudos. Assim, trocam-se ideias e verificam-se os pontos fundamentais e os mais difíceis.
Dois princípios a serem pensados:
a. o estudo em conjunto deve refletir uma inteligente divisão de trabalho;
b. as sínteses não garantem plena compreensão, mas são interessantes como resumo dos conhecimentos adquiridos.
Quando o estudo em grupo é uma preparação para provas ou exames, o aluno deverá estudar toda a matéria por si mesmo, de modo que o trabalho com os colegas seja apenas uma revisão, uma possibilidade de aprofundamento e, às vezes, de correção dos pontos.
Algumas possibilidades de organização e divisão de trabalho no grupo:
Cada um estuda partes diferentes de um assunto e traz para serem fundidas na reunião;
Cada um estuda e consulta fontes sobre o mesmo assunto e expõe ao grupo, para uma comparação e aprofundamento;
Cada um estuda um ponto de um capítulo e faz seu relatório ao grupo, debatendo ou respondendo a perguntas depois.
É a voz corrente entre professores que a melhor maneira de aprender uma matéria é ensiná-la aos outros. Os alunos podem comprovar isso nas exposições orais de suas reuniões de grupo. E toda vez que um colega vier pedir auxílio.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

O GRUPO NA ADOLESCENCIA



O grupo, no início da adolescência, faz parte do processo de emancipação familiar, busca pela autonomia, além da identidade pessoal. Para os pais, isto é visto como uma ameaça à integridade física e psicológica de seus filhos, já que não têm mais o controle que antes possuíam sobre os procedimentos dos mesmos. Para os adolescentes o grupo representa o apoio que necessitam para a experiência social de ser, desempenho dos papéis sociais e, especialmente, o desafio para crescimento psicológico e emancipação da influência familiar. Trata-se de uma etapa elementar do desenvolvimento em direção à vida adulta e à autonomia afetiva. Concomitante a essas necessidades, os adolescentes precisam buscar a definição de si próprios e sentir que pertencem a determinado grupo. Estes são os principais motivos que fazem com que prefiram mais a companhia de amigos que a de familiares. Tudo o que a família interdita, o grupo permite: já que não puderam escolher os pais, compensam tal imposição, escolhendo o grupo ou amigo de sua predileção. O grupo ainda oferece a oportunidade de alargar seu círculo de influência, de simpatia, o inverso do que ele vivencia na família, já que esta, inconscientemente, opõe-se à sua entrada em meios que lhe sejam estranhos ou desconhecidos. Esse receio fundamenta-se, especialmente nos dias atuais, devido ao alto índice de acontecimentos desastrosos, e que estão diretamente relacionados com o tipo de grupo que o jovem se aliou. O que os pais desconhecem é que, em plena fase da busca pela autonomia, um grupo representa para seus filhos uma das formas de afirmação do eu, um refúgio para suas problemáticas essenciais, medos, angústias, já que todos são semelhantes e, juntando-se, tornam-se fortes, criando uma sociedade à imagem peculiar e típica da adolescência, sendo regida por seus próprios estatutos. Quando um jovem adere a um grupo, inicia seu processo de organização coletiva, permitindo a ele afirmar-se com toda segurança, tendo em vista que os demais membros pensam e sentem como ele. Com isso, sente-se mais livre para se exprimir livremente, sem receio de não ser compreendido, pois os valores são comuns a todos do grupo, prevalecendo a fidelidade e a lealdade, fatores estes que, sozinho, faz com que se sinta impotente frente ao mundo dos adultos. É dentro do grupo que encontra espaço para desenvolver seu ideal de eu com segurança, o que facilita sua autoafirmação. Por outro lado, há o risco da alienação, se for incondicional sua submissão ao ideal coletivo, pois o indivíduo renuncia a parte de si mesmo e ao desenvolvimento de sua autonomia. Em situações de conflito, porém, irá sempre buscar em outras pessoas, não familiares, seu ponto de apoio e tal desestabilização social pode conduzi-lo a processos de indisciplina e de violência. O adolescente sabe que, no grupo, pode dar vazão à sua agressividade pessoal, além de facilitar que ele coloque em prática seu imaginário aventuroso, suas frustrações e rebeldias. Daí a importância dos pais quanto à vigilância dos pares com os quais seus filhos convivem, identificando certos comportamentos prejudiciais ao desenvolvimento tanto da personalidade como do processo de socialização. Devem estar sempre reavaliando suas próprias relações familiares, especialmente as problemáticas, indutoras que são de desvios comportamentais graves. Em resumo, conclui-se que a responsabilidade pelos atos antissociais cometidos pelo adolescente, não depende apenas do grupo ao qual se integrou (grande queixa de pais de filhos tidos como problemáticos), mas, de um conjunto de fatores que condicionam a formação pessoal do adolescente, passando pelos diferentes tipos de relações desenvolvidas pelas famílias e como ela faz a intermediação da passagem dos adolescentes para o convívio social.

FONTE: http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/1834694-grupo-na-adolesc%C3%AAncia/

domingo, 13 de junho de 2010

“Bons alunos fazem a lição sozinhos.”

ENTREVISTA REALIZADA PELA REVISTA ÉPOCA COM O PROFESSOR HARRIS COOPER, UM PESQUISADOR AMERICANO QUE ESTUDA HÁ MAIS DE 20 ANOS O IMPACTO DO DEVER DE CASA NA VIDA ESCOLAR DOS ALUNOS.

Segundo o Cooper o envolvimento dos pais na lição de casa faz a diferença no desempenho escolar dos filhos porque é o melhor momento de mostrar o quanto a escola é importante. Os pais que participam e têm atitudes positivas em relação ao dever de casa , é muito provável que a criança tenha a mesma atitude em relação ao aprendizado, do contrário poderá gerar atritos com a escola. Ele alerta para que a lição de casa não pode se enfadonha, já que os pais muitas vezes, tem agenda cheia e as atividades envolvam muito tempo deles. Coloca ainda que o papel da família é monitorar e dar condições para realizar as tarefas em local e horário adequados (desligando a tv, por exemplo), ajudando na pesquisa, tirando dúvidas. Alerta que fazer a lição pelo filho é muito negativo, pois atrapalha o desenvolvimento das habilidades que ele precisa desenvolver. Salienta que a internet veio para contribuir, principalmente para melhorar a comunicação entre escola e família e que esse recurso será mais aproveitado quando essa comunicação for habitual e alcançar o maior número de residências, a fim de ninguém seja excluído.
REVISTA ÉPOCA, MARÇO DE 2010 (pag.84)